Willian: Valesca, o encontro de consultores da Certifee em dezembro, em Porto Alegre, foi marcante. Para começar, qual foi o principal objetivo desse encontro?
Valesca: O principal objetivo foi fortalecer algo que considero o maior ativo da Certifee: o nosso time. Mais do que apresentar números ou estratégias, queríamos criar conexão, alinhar propósito e reforçar nossa cultura. A meta é crescer juntas, mas crescer com base sólida — humana, profissional e financeira. Esse encontro foi sobre lembrar quem somos, por que existimos e como cada pessoa é parte fundamental dessa construção.
Willian: A programação trouxe muitas dinâmicas de conexão e reflexões pessoais. Por que isso é tão importante para a Certifee?
Valesca: Porque cultura não se sustenta só com processos, ela se sustenta com pessoas. Quando falamos de excelência em segurança dos alimentos, estamos falando de responsabilidade real com a sociedade. Isso exige técnica, mas também exige consciência, empatia e alinhamento de valores. As dinâmicas foram pensadas para gerar proximidade, confiança e pertencimento. Um time conectado entrega mais — e melhor.
Willian: Um dos pontos fortes do encontro foi a retrospectiva de 2025. Como você avalia esse ano para a Certifee?
Valesca: 2025 foi um ano de consolidação e aceleração. Tivemos um crescimento de mais de 108% no ano de 2025 em número de carteira de clientes. Mas o dado que mais me orgulha é a fidelização, muitos clientes retornaram. Isso mostra que não crescemos apenas em volume, crescemos em confiança. Nosso maior resultado não foi um número, foi o time que sustentou esse crescimento.
Willian: Você reforçou muito que “o crescimento não é sorte”. Pode explicar melhor essa visão?
Valesca: Claro. O crescimento da Certifee é consequência de decisões consistentes, processos mais maduros e clareza estratégica. O gráfico que apresentamos mostra isso claramente: ano após ano, a curva se torna mais inclinada. Isso significa que hoje crescemos mais rápido porque estamos mais organizadas, mais conscientes do nosso papel e com um modelo que funciona.
Willian: Cultura apareceu como um dos grandes pilares do encontro. Como você define a cultura da Certifee?
Valesca: A nossa cultura é baseada em três pilares inseparáveis: humano, profissional e financeiro. Acreditamos em excelência com responsabilidade, em liberdade com disciplina e em crescimento sustentável. Cada consultora, quando está em campo ou com um cliente, não representa a si mesma — representa a Certifee. Por isso falamos tanto sobre comunicação clara, postura ética, senso de urgência e alta performance.
Willian: Houve também muita discussão sobre o futuro, especialmente 2026. O que vem pela frente?
Valesca: Entramos oficialmente em um estágio de scale-up. Nosso foco passa a ser operar bem e escalar com disciplina. Temos metas ambiciosas, como crescimento de 100%, mas totalmente sustentadas por processos, indicadores claros e um portfólio robusto. Também estamos investindo fortemente em formação de consultores, inovação, sustentabilidade e no uso ético da inteligência artificial como apoio à tomada de decisão.
Willian: Um alerta forte foi dado sobre IA e o papel do consultor. Qual a mensagem principal?
Valesca: A mensagem é clara: IA sem ética não é inovação, é risco. A tecnologia vai automatizar tarefas, análises e relatórios, mas não substitui a responsabilidade técnica, a interpretação de riscos e a tomada de decisão ética. O consultor do futuro não é executor de checklist — é orquestrador de decisões. E isso é humano.
Willian: Para finalizar, que sentimento você leva desse encontro em Porto Alegre?
Valesca: Gratidão e orgulho. Gratidão por ver um time tão comprometido, técnico e humano. Orgulho porque o que construímos até aqui não é comum. Esse encontro reforçou que estamos prontas para o próximo nível. Crescer juntas, com coragem, clareza e responsabilidade. A Certifee não é só uma empresa — é um projeto coletivo com impacto real no mundo.