Em processos de aquisição, expansão ou investimento na cadeia de alimentos e nutrição animal, é comum que as decisões sejam baseadas em documentação técnica, certificações e indicadores formais de conformidade. À primeira vista, tudo parece sob controle. Mas existe uma pergunta crítica que muitas vezes não é feita: o risco real da operação foi, de fato, avaliado?
O problema invisível nas aquisições é que a maioria das análises tradicionais — incluindo auditorias convencionais — se baseia em documentos, registros e evidências formais. No entanto, na prática, os maiores riscos raramente estão nesses elementos. Eles estão na operação. É nesse nível que surgem situações como:
• sistemas APPCC que existem apenas no papel
• falhas reais de controle de perigos (como Salmonella ou micotoxinas)
• problemas de rastreabilidade ao longo da cadeia
• não conformidades regulatórias não evidenciadas
• riscos logísticos em transporte, armazenagem e transbordo
• lacunas em sustentabilidade e ESG, com potencial impacto em mercados internacionais
Esses riscos, quando não identificados previamente, podem gerar impactos significativos:
• perda de valor do ativo
• necessidade de investimentos corretivos elevados
• restrições de mercado (como exportação)
• danos reputacionais
• ou, em casos extremos, inviabilização da operação
Por que a documentação não é suficiente? Certificações, manuais e registros são fundamentais — mas não garantem que a operação funcione de forma robusta na prática. Existe uma diferença crítica entre conformidade documental e confiabilidade operacional. E é justamente nesse gap que decisões estratégicas podem ser comprometidas.
Due Diligence, o que realmente significa? O termo Due Diligence — ou diligência prévia — refere-se ao processo de investigação realizado antes de uma decisão de investimento. Tradicionalmente, ele envolve aspectos financeiros, jurídicos e contábeis. No entanto, em setores como alimentos, nutrição animal e logística, existe uma camada adicional essencial: a avaliação técnica de riscos da operação. Sem essa análise, o investidor ou empresa pode estar tomando decisões com base em uma visão incompleta.
A evolução: Due Diligence de Riscos Técnicos. Diante desse cenário, surge a necessidade de uma abordagem mais profunda: uma Due Diligence focada em riscos técnicos, operacionais, regulatórios e ESG. Essa avaliação considera:
• segurança dos alimentos e nutrição animal
• robustez dos processos produtivos
• conformidade regulatória nacional e internacional
• integridade da cadeia logística
• riscos ambientais e sociais
• confiabilidade de dados e sistemas (Indústria 4.0 e 5.0)
O objetivo não é apenas verificar conformidade. É entender, de forma clara, o nível de risco real associado ao ativo ou operação.
O novo produto da Certifee: Certifee Risk Due Diligence. Com base em sua experiência consolidada em food safety, feed safety, certificações internacionais e gestão de riscos, a Certifee desenvolveu o serviço Certifee Risk Due Diligence, uma solução estruturada para apoiar decisões estratégicas de investimento por meio da identificação de riscos que impactam diretamente:
• o valor do ativo
• a viabilidade da operação
• a conformidade com mercados exigentes
• a continuidade do negócio
Como funciona? A abordagem da Certifee combina:
• análise documental detalhada
• avaliação técnica in loco
• entrevistas com equipes operacionais
• verificação de consistência entre teoria e prática
• classificação estruturada de riscos
• análise de impacto no negócio
Ao final, o cliente recebe:
• um diagnóstico claro do nível de risco
• identificação de pontos críticos
• avaliação de impacto financeiro e operacional
• recomendação estratégica para tomada de decisão
Mais do que auditoria: suporte à decisão. O diferencial da Certifee está na integração de múltiplas dimensões. Decisões estratégicas exigem visibilidade real.
Em um cenário de crescente exigência regulatória, pressão por sustentabilidade e complexidade operacional, decisões de investimento não podem se basear apenas em evidências documentais. Elas exigem clareza. Exigem profundidade. Exigem leitura real do risco.
Conclusão: antes de investir, adquirir ou expandir uma operação, a pergunta fundamental não é apenas: “a empresa está conforme?”, mas sim: “qual é o risco real desta operação?”